sábado, 14 de agosto de 2010

corredor de longa metragem

O nome deste texto já foi escolhido há tanto tempo, que já existia muito antes de alguma vez ter sido pensado em ser feito! É como se uma criança já tivesse nome e quarto mesmo antes dos pais se terem conhecido!

Oiço freneticamente as mesmas músicas sem perceber muito bem o que elas me dizem. Só sei que a melodia parece ser tirada de cada momento meu, bom ou mau, desde que tenha alguma importância.

Somos feitos de tanta coisa, até de manganésio, como diria um palerma qualquer que estuda engenharia biomédica! Então aí é que percebo, aí é que vejo e que passo a música, aquela que vem mesmo antes, completamente diferente, mas que me faz sentir a mesma sensação, apenas mexo a cabeça de forma diferente.

Aí é que deixo de perceber! Aí é que perco um pouco a noção do que me rodeia,perdendo um pouco da fé no dia de amanhã, sem saber bem como, porque sinto exactamente o que sentia há 2 minutos e 58 segundos atrás. E lembro-me das promessas que me faço, daquelas que cumpri e daquelas que digo cumprir a curto prazo. Mas a música muda outra vez, e afinal só vejo coisas a longo prazo, porque o presente é tão repentino que não me cabe na cabeça pensar no que vou fazer daqui um segundo. Então penso que é estúpido. Sinto-me perdido e acho que isto não está a fazer sentido nenhum. Pelos vistos é só esperar mais 3 minutos e 3 segundos,que isto passa!

Vejo tantas frases de filmes que ficariam tão bem neste contexto, falar de vida e de sonhos, mas a vida é tão real, que até a minha mente é afectada pelo campo gravítico!

Entro em pânico? Estou demasiado preso ao chão para o fazer. Tudo parece bem melhor sem tomar qualquer tipo de atitude.


Vou no corredor da longa metragem,
Oiço a conhecida passagem,
Vejo que sou feliz...
Como sempre o quis!

É este o objectivo!

Penso na curta metragem,
Criada no corredor,
Com uma ponta onde vivo com furor,
Noutra onde prometi uma mensagem.

A mensagem? Qual?
Não fazê-la seria fatal,
Por ser a minha vida,
em bons e maus momentos,toda dividida!

Na curta, confundi a chuva
Com as lágrimas que caiam dos olhos,
com a culpa a servir-me como uma luva..
Não terá sido por falta de "abrolhos"!

Confundi cheiro a rosas
Com as mãos do coração que queria roubar.
Cheguei à conclusão que eram mentiras amorosas...
Foi azar!

Ou seja?

Então?

Confundi cansaço com inspiração, confundi sol com a luz dum bar onde estou sentado ao pé de quem amo, que são as pessoas que me completam, confundi tanta coisa que a vida real me pareceu uma memória longínqua, fechada a sete chaves, para nunca mais a esquecer!

BASF

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